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Pensamentos.ao.vento

Assumo sem qualquer tipo de pudor o gosto imenso que tenho pela escrita, e pelo ato de escrever palavra após palavra... na construção de momentos de reflexão e procurando embelezar os nossos dias!

Pensamentos.ao.vento

Assumo sem qualquer tipo de pudor o gosto imenso que tenho pela escrita, e pelo ato de escrever palavra após palavra... na construção de momentos de reflexão e procurando embelezar os nossos dias!

10
Jan22

Na incerteza dos teus passos


Ana Paula Marques

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Na incerteza dos teus passos, encontro o desalento no meu caminho.

Já não és quem procuro, nem sei se te quero pertencer, ou até mesmo perceber. Perdemo-nos no caminho, e a vida encarregou-se de desenhar o seu percurso, não tão próximo um do outro, como desejaríamos.

Nos breves sussurros que o desalento espalha pelo meu ser, encontro o silêncio que me atenta, e que me afasta daquele que sempre pensei ser o caminho certo.

Mas, haverá caminhos certos? Ou seremos nós que o percorremos que lhe atribuímos a conotação certa ou errada, definindo o que deveria ser o percurso ideal, o caminho perfeito.

Quando tudo perde sentido, até a natureza perde o seu cheiro natural e a nossa vida o aroma do seu encanto. Nos dias cinzentos, que não inspiram nem se desejam, tudo parece vazio e oco.

A lembrança dos momentos em que fomos felizes trazem de novo à mente e ao coração, breves laivos de felicidade, a memória dá brilho a uma luz que já não existe.

Mas quero muito continuar, à semelhança de cada novo dia que amanhece e que ao fim do seu tempo, mansamente, cede o seu lugar a mais uma noite, assim também na nossa vida, cada etapa se supera e ultrapassa.

Perco-me no silêncio dos meus pensamentos, que me embrenham numa nuvem de bem me querer e de alegrias que não existem, mas que eu quero fazer acontecer.

Esta nuvem que me envolve carrega consigo a alegria e a paz, de que preciso, de que precisamos todos, para que pé ante pé, e dia após dia, façamos acontecer aquilo em que acreditamos. Transformar sonhos em realidades e possibilidades ou sonhos em realidade.

Afinal, uma boa dose de confiança, e algumas boas promessas nunca fizeram mal a nenhum de nós.

Fazer acontecer todos os dias é a magia da vida.

O meu sorriso confere encanto a cada novo dia da minha vida. A coragem e força alicerçam o apoio fundamental, para continuar a acreditar que nada é impossível até acontecer.

“Disseram-me que para quem sonha alto a queda é grande. Só que se esqueceram de me perguntar se eu tenho medo de cair.” (Bob Marley)

02
Jan22

Sobre o tema da Fé...


Ana Paula Marques

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Sempre que se fala de fé está garantida a discussão.

É um tema sobre o qual habitualmente não gosto de conversar, nem entre amigos nem socialmente, justamente porque considero que a fé é um assunto de foro íntimo e por isso não se contesta. Pelo que, não se esgrimem argumentos sobre algo que não se explica, não se comprova, apenas se sente.

À semelhança do amor, a fé é um desígnio não científico tem a ver com o que somos e com o entendimento que possuímos da vida e da existência humana. Falamos de sentimentos, emoções e formas de viver e sentir a vida, que não se explicam, experimentam-se (ou não).

Bem sabemos que nem tudo na vida pode ser explicado de forma matemática, científica ou mesmo racional. O que importa aqui é que se reitere o respeito que é necessário existir entre as pessoas, afinal somos todos seres capacitados de competências físicas e psíquicas, e não é razoável estar a fazer sequer juízos de valor.

Respeito, é sem dúvida a palavra de ordem, neste e em qualquer tema, o respeito pelo outro deve ser a primeira condicionante nos relacionamentos humanos.

Porque a Fé pode ser de variadas índoles, há a principal, ou aquela em que todos pensam quando se fala de Fé, que é fé religiosa e à conta da qual ainda se fazem e produziram na história da humanidade, as maiores atrocidades a pessoas inocentes, que não tem qualquer culpa da maldade alheia, e que acabam por ser as maiores vítimas de energúmenos que usam a Fé como recurso para justificar a sua malvadez e crueldade.

Se pensarmos no significado da palavra a Fé percebemos que tem associada a si a segurança, crença, confiança, afinal falamos de um sentimento de absoluto credo em algo ou alguém, sem ser necessário nenhum tipo de evidência que testemunhe a sua veracidade.

Diz-nos a Wikipédia que a (do Latim fide) é a adesão de forma incondicional a uma hipótese que a pessoa passa a considerar como sendo uma verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que se deposita nesta ideia ou fonte de transmissão.

Em suma, ter fé é acreditar absolutamente em algo ou alguém, sem ter na sua posse nenhuma prova de que seja verdadeiro ou real o objeto da sua crença. Resulta do termo que vem do grego pi.stis, traduzido por confiança ou firme convencimento.

As melhores e mais belas coisas do mundo não podem ser vistas ou tocadas. Elas devem ser sentidas com o coração. (Helen Keller)

Ter Fé em meu entendimento é justamente Acreditar, e ver o universo em volta com os olhos do coração, aqueles que não percebem a maldade em volta e apenas acreditam que todos são puros de coração.

Poderemos acreditar, e ter Fé de que afinal podemos fazer e ser diferentes? Será que temos que provar isto cientificamente? Ou será que não existe porque não é matematicamente explicável, esta coisa de se ter Fé na humanidade, e no seu bom rumo?

05
Ago20

Em busca da luz... não a nossa, mas a dos outros!


Ana Paula Marques

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Nos momentos em que me perco de mim, encontro no olhar de cada pessoa que se cruza comigo na rua, a esperança na humanidade e no dia de amanhã, que nos pode trazer a sabedoria necessária para aprendermos a ser pessoas verdadeiramente melhores, e não apenas uma versão melhorada de nós mesmos.

É na generosidade dos outros que encontro o alento para seguir, e maior força para continuar a perseguir o sonho de fazer acontecer, no sorriso de quem acredita que afinal ainda podemos sonhar, e que o sonho ainda tem o mesmo valor que tinha quando éramos apenas crianças e que considerávamos ser capazes de virar o mundo como muito bem entendêssemos, bastaria para tal, que o quiséssemos fazer!

Oh, tempo distante esse em que o sonho ainda comandava a vida, e um sorriso bastava para que se percebesse que estávamos a dizer a verdade, ou nem por isso.

Este é um tempo que não sendo tão afastado como nos pode parecer, permite já a sensação de uma distância quase galática, que nos mostra estas imagens em jeito de miragem longínqua, quase perdida no infinito de uma memória muito atrasada e quase perdida.

A vida é mesmo algo de tão efémero e tão precioso que devíamos tomar melhor conta dela, valorizar cada centésimo de segundo para melhor apreciar os minutos de verdadeira e intensa felicidade que se vive junto de quem se ama. Afinal como diria Charlie Chaplin:

“Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito curta, para ser insignificante”.

Absolutamente de acordo, a vida é demasiado curta para que a deixemos passar por nós sem fazer acontecer, e para isso precisamos de estar despertos e sobretudo de acreditar em nós e nos outros, temos que ser nós a mudança que gostaríamos de ver no mundo, se começarmos, rapidamente percebemos que esta postura pode ter um efeito contagiante.

A nossa postura, o nosso sorriso e a nossa retidão deverão ser as nossas defesas, no ataque deveremos sempre ter por perto a generosidade, a resiliência e a vontade de fazer melhor, ser mais sem menosprezar ninguém, crescer sem prejudicar o outro, e viver por mim sem preocupação de ser mais ou menos do que ninguém.

A luz do outro nunca me poderá ofuscar, porque cada um dos outros tem a sua luz muito própria e intensa, que se permitirá brilhar, assim nós consigamos deixar que ela se ilumine, cresça  e resplandeça para que todos a possamos apreciar, deixando-nos deleitar com a luz de cada um dos seres com quem partilhamos as nossas vidas, em casa, no trabalho, com os amigos.

Alguém me dizia um dia, que o povo holandês tem uma filosofia de vida muito interessante que é: vive e deixa viver, e assim serás feliz. Ou seja, cada um no seu espaço e vida, em partilha, mas sem apertos nem atropelos, há de tudo para todos assim queiramos. Somos nós quem destrói ou mata, pelo que também deveremos ser nós a construir e a viver, promovendo também a feliz vivência dos outros.

Acredito que no dia em que todos consigamos perceber que não somos felizes com a desgraça dos outros, nem que precisamos de ter mais do que os outros para sermos mais felizes, nesse dia, se porventura a raça humana conseguir esse feito, então poderemos ser todos como os holandeses, vivendo felizes e permitindo que os outros também o façam.

25
Fev19

Todas as coisas que dizes - Afinal não são verdade. 


Ana Paula Marques

Mas, se nos fazem felizes - Isso é a felicidade. (Fernando Pessoa)

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A magia da vida reserva-nos esta possibilidade infinita de sermos hoje mais felizes do que ontem. Reside em nós essa capacidade e a vontade de o fazer acontecer.

A cada dia vivido percebo melhor que a felicidade se faz de breves momentos. O segredo reside em saber valorizar esses retalhos de contentamento com que somos presenteados ao longo da nossa vida. O primeiro amor, o primeiro beijo, uma conquista difícil de alcançar, uma simples ação de outra pessoa que nos fez sorrir. Ou apenas um gesto ingénuo e doce de uma criança que cruza o nosso caminho.

O nascimento de um filho, as suas primeiras conquistas, e as seguintes, o simples facto de poder acompanhar a evolução e o crescimento de um ser que faz parte de nós, já seria para mim motivo ultra suficiente para me sentir feliz!

Importa no entanto perceber que não devemos viver para agradar os outros, devemos viver para ser felizes.

A riqueza de uma existência plena não se compadece com olhares indiscretos ou comentários perversos dos outros sobre o que para nós é a felicidade.

É certo que nem sempre o conseguimos fazer, existem ao longo do nosso caminho, os eternos empecilhos que insistem em atrasar a nossa felicidade, e por vezes até nós próprios nos distraímos com aspetos que não tem qualquer importância.

Diz quem sabe que ficamos sábios tarde demais, entenda-se, na medida em que vamos envelhecendo a idade ensina-nos que ficar sábio é perceber a diferença entre o que é verdadeiramente importante e o que é acessório na nossa vida.

Ficar sábio é entender quem verdadeiramente nos acompanha ao longo do caminho, nas dificuldades e nos bons momentos, e quem está ao nosso lado, ou aparece quando lhe é conveniente por esta ou aquela razão.

A vida ensina a perceber o que realmente é importante para nós, ou quem acrescenta valor à nossa existência e consequentemente nos faz mais feliz, no fundo devemos apagar da nossa vida o que não importa e perpetuar o que nos faz felizes.

Com o passar do tempo percebemos melhor a beleza dos bons momentos, o encanto de um sorriso, a magia de um primeiro beijo, as palavras dos enamorados que são ditas no silêncio de olhares que se trocam, e que misteriosamente carregam consigo toda a intensidade de um grande amor.

Estes instantes que podem ser curtos, quando são verdadeiros e intensos, iluminam-nos interiormente como se fossem autênticos holofotes.

A felicidade não tem uma fórmula ou receita, porque afinal o que nos permite ser felizes ou não são as escolhas que vamos fazendo, é o que se apanha e/ou abandona ao longo do nosso percurso de vida.

Como diria um amigo, que a felicidade puxe uma cadeira e se sente ao nosso lado, para sempre!

 

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