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Pensamentos.ao.vento

Assumo sem qualquer tipo de pudor o gosto imenso que tenho pela escrita, e pelo ato de escrever palavra após palavra... na construção de momentos de reflexão e procurando embelezar os nossos dias!

Pensamentos.ao.vento

Assumo sem qualquer tipo de pudor o gosto imenso que tenho pela escrita, e pelo ato de escrever palavra após palavra... na construção de momentos de reflexão e procurando embelezar os nossos dias!

28
Mai22

O gosto de tomar um bom café, é indescritível!


Ana Paula Marques

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O gosto de tomar um bom café, é indescritível! Sou absolutamente fã.

E hoje decidi aproveitar a minha companhia e tomar um delicioso café ao som dos meus pensamentos e na companhia da minha pessoa. Foi tempo de conversar comigo, de me perder nas reflexões e filosofias de vida em que gosto de me dispersar, e para as quais nem sempre tenho companhia, nem tempo.

Perdi-me nos pensamentos de toda uma vida cheia de altos e baixos, de sorrisos e de lágrimas, e parei para pensar no sabor dos bons momentos que nem sempre soube aproveitar, no calor dos abraços, tantos que recebi de verdadeiros amigos. A felicidade destes momentos enche a alma a qualquer ser humano.

E esta almofada de ar puro que nos regenera por dentro fez-me tão bem. Saboroso o meu café. Em volta a paisagem era citadina sem grande graça, mas suficientemente tranquilizadora a ponto de me deixar em paz.

A paz que sempre procuro nos momentos em que estou sozinha, e que gosto tanto de aproveitar, não para me sentir solitária, mas para conversar um pouco comigo própria, e são momentos que me fazem falta. No fundo, sentir mais a minha presença.

Muitos dias há em que passo por mim sem me ver, tal é a pressa e o ritmo a que os meus dias correm, sem tempo para respirar calmamente, porque a vida não se compadece com tal.

E hoje parei para tomar um café comigo própria, ter uns minutos em que o sabor do café que desce pela minha garganta é intenso e saboroso, não muito quente, porque não o aprecio assim, mas na temperatura média que tanto gosto me dá ao tomá-lo.

Gostei deste momento que não sendo solitário, foi intenso, avaliei os últimos dias, antecipei um pouco os que se aproximam, no fundo tirei uns minutos apenas para mim, e para o meu café.

E soube-me tão bem este breve momento, tenho que repetir. Acho que vou mesmo colocar na agenda para que possa acontecer com maior frequência, e não volte a levar tanto tempo até ter uns minutos para estar um pouco comigo, sem mais ninguém à volta.

05
Ago20

Em busca da luz... não a nossa, mas a dos outros!


Ana Paula Marques

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Nos momentos em que me perco de mim, encontro no olhar de cada pessoa que se cruza comigo na rua, a esperança na humanidade e no dia de amanhã, que nos pode trazer a sabedoria necessária para aprendermos a ser pessoas verdadeiramente melhores, e não apenas uma versão melhorada de nós mesmos.

É na generosidade dos outros que encontro o alento para seguir, e maior força para continuar a perseguir o sonho de fazer acontecer, no sorriso de quem acredita que afinal ainda podemos sonhar, e que o sonho ainda tem o mesmo valor que tinha quando éramos apenas crianças e que considerávamos ser capazes de virar o mundo como muito bem entendêssemos, bastaria para tal, que o quiséssemos fazer!

Oh, tempo distante esse em que o sonho ainda comandava a vida, e um sorriso bastava para que se percebesse que estávamos a dizer a verdade, ou nem por isso.

Este é um tempo que não sendo tão afastado como nos pode parecer, permite já a sensação de uma distância quase galática, que nos mostra estas imagens em jeito de miragem longínqua, quase perdida no infinito de uma memória muito atrasada e quase perdida.

A vida é mesmo algo de tão efémero e tão precioso que devíamos tomar melhor conta dela, valorizar cada centésimo de segundo para melhor apreciar os minutos de verdadeira e intensa felicidade que se vive junto de quem se ama. Afinal como diria Charlie Chaplin:

“Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito curta, para ser insignificante”.

Absolutamente de acordo, a vida é demasiado curta para que a deixemos passar por nós sem fazer acontecer, e para isso precisamos de estar despertos e sobretudo de acreditar em nós e nos outros, temos que ser nós a mudança que gostaríamos de ver no mundo, se começarmos, rapidamente percebemos que esta postura pode ter um efeito contagiante.

A nossa postura, o nosso sorriso e a nossa retidão deverão ser as nossas defesas, no ataque deveremos sempre ter por perto a generosidade, a resiliência e a vontade de fazer melhor, ser mais sem menosprezar ninguém, crescer sem prejudicar o outro, e viver por mim sem preocupação de ser mais ou menos do que ninguém.

A luz do outro nunca me poderá ofuscar, porque cada um dos outros tem a sua luz muito própria e intensa, que se permitirá brilhar, assim nós consigamos deixar que ela se ilumine, cresça  e resplandeça para que todos a possamos apreciar, deixando-nos deleitar com a luz de cada um dos seres com quem partilhamos as nossas vidas, em casa, no trabalho, com os amigos.

Alguém me dizia um dia, que o povo holandês tem uma filosofia de vida muito interessante que é: vive e deixa viver, e assim serás feliz. Ou seja, cada um no seu espaço e vida, em partilha, mas sem apertos nem atropelos, há de tudo para todos assim queiramos. Somos nós quem destrói ou mata, pelo que também deveremos ser nós a construir e a viver, promovendo também a feliz vivência dos outros.

Acredito que no dia em que todos consigamos perceber que não somos felizes com a desgraça dos outros, nem que precisamos de ter mais do que os outros para sermos mais felizes, nesse dia, se porventura a raça humana conseguir esse feito, então poderemos ser todos como os holandeses, vivendo felizes e permitindo que os outros também o façam.

28
Jun20

A sociedade que está a ser criada


Ana Paula Marques

 

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Existem situações que espelham realidades comuns em qualquer pais do mundo, este pensamento coloca-nos a seguinte reflexão: que tipo de sociedade está a ser criada atualmente?

Se pensarmos nas palavras de Joseph Stiglitz

“Nada ilustra melhor o que tem acontecido do que o apuro que vivem os que hoje têm vinte e poucos anos. Em vez de iniciarem uma nova vida, cheia de entusiasmo e esperança, muitos deles confrontam-se com um mundo de ansiedade e medo.”

Estas palavras reportam a situação vivida nos EUA, alguma diferença com o que encontramos em Portugal será pura coincidência.

A semelhança destas palavras com o que se ouve nas ruas de Portugal é extraordinária, e este pensamento coloca-nos a seguinte reflexão: que tipo de sociedade está a ser criada atualmente?

Que desafios se colocam na cabeça de um jovem que se aplica e quer ter um futuro brilhante, se cedo percebe que o cenário pode ser mesmo o do desemprego ou o do chamado trabalho temporário e precário? Parece-me que esta é uma realidade transversal ao mundo inteiro, salvo honrosas exceções em que tal não acontece. A esmagadora maioria destes jovens passa por todo esse percurso, de insegurança, de dúvida e até de amargura, desconhecendo o que o futuro lhes reserva.

A sociedade que hoje temos precisa de se encontrar socialmente, reconhecer valores como o da tolerância, da igualdade e da fraternidade, perceber que a maldade e o ódio apenas produzem a divisão e a destruição.

Os conflitos e as divergências, os extremismos que se assumem apenas servem os interesses de quem sobrevive da desordem e da destruição, sim, porque enquanto uns choram outros vendem lenços.

Portugal em tantos anos de história e de um percurso tão enriquecido por imensos feitos que enobreceram a humanidade e o povo português, é a esta altura uma batalha de conflitos, em que nos deixamos envolver pela neblina do esquecimento e alguns de nós se deixam cercar por movimentos e tendências extremistas que não podem ter lugar num pais como o nosso, e que simbolizam uma gigantesca ignorância para com a nossa História.

Somos imensos de Alma, temos na história da nossa existência a única palavra que apenas nós sabemos o sentido: Saudade.

Portugal não é o que vemos nas notícias refletido em atos de vandalismo, que assumem posturas de rotura, completamente disparatadas e que relegam e procuram destruir o que faz parte da nossa história, e que nos ajuda a perceber melhor a nossa identidade, e o que foi feito pelos nossos antepassados.

Algumas das características de Portugal enquanto povo passam por ser elos entre os povos, somos seres solidários, voluntariosos e prontos a “vestir a camisola” para ajudar o próximo. Sabemos dizer: Presente, sempre que faz falta.

Este é o povo português, em território português, mas também fora de fronteiras, onde temos como é do conhecimento geral uma excelente imagem junto dos países que recebem os nossos compatriotas que se viram obrigados a abandonar o seu país natal. Ser português é contribuir para fazer acontecer, ser amigo do amigo, e ser solidário para com os outros.

Jamais poderemos ser um povo que assuma posições extremistas, porque não nos está no sangue. Nos extremos, nada se encontra de positivo, o consenso e a fraternidade serão sempre valores a promover. Eu diria que o extremismo não está na génese de ser português!

Por isso, acredito que Portugal é ainda um país onde se pode promover a igualdade de direitos e de oportunidades, nem sempre é fácil, é verdade que não mas não sabemos da nossa história que as dificuldades fazem parte do caminho, e como se costuma dizer: dos fracos não reza a história. E como tal, sendo nós um povo de brandos costumes, somos também o país dos descobridores do mundo, dos conquistadores, fazedores de novas descobertas, dos criadores de tecnologia de ponta, e de tantas outras coisas fantásticas, somos afinal, portugueses, apenas o melhor Povo do mundo.

30
Mar20

Amigo... é quem torna os nossos dias especiais.


Ana Paula Marques

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Porque os amigos são o melhor de nós e da nossa vida, hoje escrevo a pensar em ti, na importância de te ter encontrado no meu caminho, e na diferença que tens feito nos meus dias.

Nunca te esqueças que és grande, gigante mesmo. E acima de tudo, jamais permitas que te façam sentir diferente.

Semeias no caminho daqueles que acompanham o teu percurso, o perfume e o aroma que apenas os eleitos de Deus possuem, és um ser iluminado cuja luz transcende o horizonte, e nos faz sentir especiais apenas por estar perto de ti, e sabe tão bem estar por perto, acompanhar a tua gargalhada e forma encantada e encantadora como falas connosco.

Nunca permitas que te roubem o sorriso, as pontes e os elos que vais construindo neste percurso da vida, carecem de ser potenciados por quem valoriza a importância de um abraço ou mesmo a ternura de um simples beijo de “bom dia".

Gosto de ti do fundo do meu peito, assim mesmo genuinamente e sem truques na manga. É aquilo a que se chama uma verdadeira amizade. Aquela que se sente numa troca de olhares, ou numa breve conversa entre dentes, e sobretudo na continuidade das relações.

Nunca percas de vista a noção da importância que tens na vida das pessoas que te rodeiam, e do quão essencial és para cada uma delas, contam contigo e gostam de ti por aquilo que és, sem mais e nem porquê, és assim um ser extraordinário.

Que a vida sempre te sorria, e que as tuas estações sejam sempre a primavera dos dias bonitos e felizes, o verão da vida junto daqueles que te amam, com muito calor no sentimento que vos liga, mas que também seja importante a brisa do outono, que nos traz à vida a suavidade dos momentos felizes, e nos permite valorizar e perceber todas as graças com que a vida nos presenteia, são os momentos de recordação e nostalgia que trazem consigo o peso e a beleza das experiências vividas na nossa vida.

E quem te sabe olhar consegue ver-te.

A magia da tua pessoa reside em perceber a simplicidade que colocas em cada gesto, e a disponibilidade que ofereces a quem te procura.

Vieste ter ao meu caminho e seremos para sempre!

 

 

05
Abr19

Uma lágrima de saudade… um momento no tempo perdido na vida e na idade…


Ana Paula Marques

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A saudade é uma tatuagem na alma:

só nos livramos dela perdendo um pedaço de nós.” (Mia Couto)

Por vezes uma lágrima melancólica não resiste e desliza pela face na nostalgia de um momento perdido no tempo da minha vida.

Este mistério que me envolve e acalenta o coração, num misto de dor e perda que aquece a minha alma, não porque passou, mas porque num determinado dia brilhou intensamente e tornou a minha vida mais cintilante.

Na magia daquele momento que recordo, os meus olhos parecem estar mais radiosos, não por estarem felizes, mas porque se sentem de repente completamente inundados de uma água límpida e transparente que transborda em si todas as mágoas de amores não vividos, e experiências não acabadas que nos deixam a sensação de que a vida realmente não aconteceu.

Os momentos de nostalgia e saudade que por vezes nos invadem, e nos transportam para tempos idos de que já quase não conseguimos guardar memória, transformam-se de repente em monstros avassaladores e gigantescos que parecem querer tomar conta de nós e transportar-nos para um tempo que já não existe, a não ser apenas no nosso pensamento.

Esse é um local sagrado, o nosso pensamento, nele se guarda na gaveta da memória do nosso cérebro, o que em determinadas alturas da nossa vida marcou fundo e nos ensinou o que era o amor, a paixão ou mesmo a dor e a vergonha.

São estas vivências que nos caracterizam e nos fazem, a cada um de nós, diferentes de qualquer outro, porque as nossas experiências de vida, são apenas nossas, apesar de poderem ter sido vividas junto de outras pessoas.

O sorriso que aflora nos lábios quando recordamos aquele aperto no coração de quando sentimos o primeiro amor, quando trocamos o primeiro beijo, enfim quando alguém no caminho da nossa vida nos fez sentir que somos completamente únicos e especiais.

As memórias e a nostalgia do passado têm associadas a si a beleza da vida, e consequentemente as maravilhas dos momentos que guardamos apenas para nós, e que escolhemos recordar quando queremos ou quando por exemplo estamos tristes e achamos que já mais nada vale a pena.

Então, importa parar um pouco e deixar que o nosso ser procure em si próprio os momentos em que foi profundamente feliz, e que a memória dessa lembrança traga até nós novamente a magia e o encanto de quando em criança, riamos sem censura, questionávamos sem medo e brincávamos sem receio.

Agora, depois de crescidos, existem certos registos que a sociedade considera não serem próprios dos adultos, porque não fica bem, o que pensarão os outros?

E que importa o que os outros pensam, se vivemos apenas uma vez? E se afinal até nem sabemos quando será o nosso último dia por aqui…

Sempre que eu chore, que seja por recordar memórias saudosas de momentos que me fizeram muito feliz!

25
Fev19

Todas as coisas que dizes - Afinal não são verdade. 


Ana Paula Marques

Mas, se nos fazem felizes - Isso é a felicidade. (Fernando Pessoa)

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A magia da vida reserva-nos esta possibilidade infinita de sermos hoje mais felizes do que ontem. Reside em nós essa capacidade e a vontade de o fazer acontecer.

A cada dia vivido percebo melhor que a felicidade se faz de breves momentos. O segredo reside em saber valorizar esses retalhos de contentamento com que somos presenteados ao longo da nossa vida. O primeiro amor, o primeiro beijo, uma conquista difícil de alcançar, uma simples ação de outra pessoa que nos fez sorrir. Ou apenas um gesto ingénuo e doce de uma criança que cruza o nosso caminho.

O nascimento de um filho, as suas primeiras conquistas, e as seguintes, o simples facto de poder acompanhar a evolução e o crescimento de um ser que faz parte de nós, já seria para mim motivo ultra suficiente para me sentir feliz!

Importa no entanto perceber que não devemos viver para agradar os outros, devemos viver para ser felizes.

A riqueza de uma existência plena não se compadece com olhares indiscretos ou comentários perversos dos outros sobre o que para nós é a felicidade.

É certo que nem sempre o conseguimos fazer, existem ao longo do nosso caminho, os eternos empecilhos que insistem em atrasar a nossa felicidade, e por vezes até nós próprios nos distraímos com aspetos que não tem qualquer importância.

Diz quem sabe que ficamos sábios tarde demais, entenda-se, na medida em que vamos envelhecendo a idade ensina-nos que ficar sábio é perceber a diferença entre o que é verdadeiramente importante e o que é acessório na nossa vida.

Ficar sábio é entender quem verdadeiramente nos acompanha ao longo do caminho, nas dificuldades e nos bons momentos, e quem está ao nosso lado, ou aparece quando lhe é conveniente por esta ou aquela razão.

A vida ensina a perceber o que realmente é importante para nós, ou quem acrescenta valor à nossa existência e consequentemente nos faz mais feliz, no fundo devemos apagar da nossa vida o que não importa e perpetuar o que nos faz felizes.

Com o passar do tempo percebemos melhor a beleza dos bons momentos, o encanto de um sorriso, a magia de um primeiro beijo, as palavras dos enamorados que são ditas no silêncio de olhares que se trocam, e que misteriosamente carregam consigo toda a intensidade de um grande amor.

Estes instantes que podem ser curtos, quando são verdadeiros e intensos, iluminam-nos interiormente como se fossem autênticos holofotes.

A felicidade não tem uma fórmula ou receita, porque afinal o que nos permite ser felizes ou não são as escolhas que vamos fazendo, é o que se apanha e/ou abandona ao longo do nosso percurso de vida.

Como diria um amigo, que a felicidade puxe uma cadeira e se sente ao nosso lado, para sempre!

 

16
Jan19

O Sonho e a Vida


Ana Paula Marques

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A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a vida interessante.” (Paulo Coelho)

Porque o sonho comanda a vida, o que seria de nós se não fossem os nossos sonhos? Afinal, não é o sonho o grande responsável pelo sorriso nos nossos lábios e o brilho no nosso olhar?

Tudo na vida só é impossível até acontecer, se nos deixarmos conduzir pelo caminho mágico que os sonhos delineiam na nossa vida, então, o céu será o limite…

 Todos os dias ouvimos alguém dizer, eu sempre acreditei que seria capaz, eu sempre achei que o meu dia iria chegar, eu lutei tanto por este dia… Aqueles que acreditam nos seus sonhos e que lutam por aquilo em que acreditam são os que veem os seus sonhos nascer e transformar-se em realidade e, quando isto acontece, aquilo que era um ideal deixa de ser um sonho, para ser algo adquirido e concretizado. Consequentemente, deixou de ser objetivo e é, portanto, mais uma meta alcançada.

 No entanto, se me é permitido, importa e muito, valorizar os objetivos concretizados, porque estes não são, nem mais nem menos, do que um sonho que um dia estava muito longe de se materializar e que hoje faz parte do que é a nossa realidade quotidiana.

 É aquilo a que chamo ir atrás do prejuízo, lutar para que aconteça. Em suma, transformar a nossa vida na realização de todos os nossos sonhos, sem medos, e, sobretudo, que consigamos perceber ao olhar para trás no nosso percurso de vida, que valeu a pena. Valeram a pena todas as quedas, todos os percalços por que tivemos que passar, todas as armadilhas que a vida nos preparou ao longo do caminho e que não nos tendo matado, com certeza nos fizeram mais fortes.

É fácil pensar que o sonho nos tornará mais capazes e até mais audazes, apenas porque acreditamos que amanhã será melhor, mas acreditar nisto significa que eu sou capaz de o fazer, porque permito que se realize em mim esta mudança, porque a transformação do mundo está em mim. Acreditar que o mundo pode ser melhor é um sonho que pode ser possível, se eu acreditar, mas, sobretudo, tenho que ser o primeiro a promover esta mudança dentro de mim.

Se entendermos a educação como um meio fundamental para que hábitos, costumes e comportamentos de uma sociedade sejam passados de geração em geração, de acordo com a evolução da sociedade como um todo, é muito importante que consigamos passar estes valores e convicções em que acreditamos a quem vem atrás de nós. A vida é uma passagem, não apenas para nós enquanto seres, mas é também uma passagem de conhecimentos e experiências de vida para os nossos descendentes, ou até mesmo para quem está ao nosso lado.

Importa perceber e mantermos com as nossas crianças alguns dos costumes saudáveis que nos passaram a nós. Sendo a vida feita de correrias e de stresses, que nos enchem a vida e os dias, temos que parar um pouco e brincar, olhar cara a cara, falar de viva voz e, sobretudo, abraçar. O toque é cada vez mais esquecido e é tão importante perceber que alguém se preocupa connosco, ainda que ao de leve nos toque no braço, num gesto de conforto e de carinho.

Honestamente, por vezes acho que a vida passa tão rápido por nós, ou nós pela vida que nos esquecemos de que é muito importante não deixar ao acaso esta passagem de testemunho para a próximas gerações. Mais do que tradições e costumes, importa contar estórias, rabulas, passar o que nos foi doado por quem veio antes de nós, mas passá-la olhos nos olhos e não nos deixarmos envolver neste universo tecnologicamente tão avançado em que o que ontem estava no auge, hoje já foi ultrapassado por uma outra inovação tecnológica que o mundo descobriu. E, sobretudo, passar às crianças deste século XXI a importância do sonho, do estar presente, não esquecer que somos humanos e não máquinas, que temos emoções e sentimentos e que nos preocupamos, especialmente é importante não deixar que as tecnologias tomem conta de nós e das nossas vidas.

Difícil? Com certeza, mas a vida não é fácil, nem é feita apenas de felizes acontecimentos e de bons momentos. Por isso é que se chama vida, é uma dádiva que nos permite ser felizes por opção e arrancar deste universo apenas o que nos faz bem à alma, o que nos torna o respirar mais doce, o olhar mais brilhante, o andar mais ligeiro e a voz mais feliz!

 

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