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Pensamentos.ao.vento

Assumo sem qualquer tipo de pudor o gosto imenso que tenho pela escrita, e pelo ato de escrever palavra após palavra... na construção de momentos de reflexão e procurando embelezar os nossos dias!

Pensamentos.ao.vento

Assumo sem qualquer tipo de pudor o gosto imenso que tenho pela escrita, e pelo ato de escrever palavra após palavra... na construção de momentos de reflexão e procurando embelezar os nossos dias!

10
Jan22

Na incerteza dos teus passos


Ana Paula Marques

Foto artigo 17.jpg

Na incerteza dos teus passos, encontro o desalento no meu caminho.

Já não és quem procuro, nem sei se te quero pertencer, ou até mesmo perceber. Perdemo-nos no caminho, e a vida encarregou-se de desenhar o seu percurso, não tão próximo um do outro, como desejaríamos.

Nos breves sussurros que o desalento espalha pelo meu ser, encontro o silêncio que me atenta, e que me afasta daquele que sempre pensei ser o caminho certo.

Mas, haverá caminhos certos? Ou seremos nós que o percorremos que lhe atribuímos a conotação certa ou errada, definindo o que deveria ser o percurso ideal, o caminho perfeito.

Quando tudo perde sentido, até a natureza perde o seu cheiro natural e a nossa vida o aroma do seu encanto. Nos dias cinzentos, que não inspiram nem se desejam, tudo parece vazio e oco.

A lembrança dos momentos em que fomos felizes trazem de novo à mente e ao coração, breves laivos de felicidade, a memória dá brilho a uma luz que já não existe.

Mas quero muito continuar, à semelhança de cada novo dia que amanhece e que ao fim do seu tempo, mansamente, cede o seu lugar a mais uma noite, assim também na nossa vida, cada etapa se supera e ultrapassa.

Perco-me no silêncio dos meus pensamentos, que me embrenham numa nuvem de bem me querer e de alegrias que não existem, mas que eu quero fazer acontecer.

Esta nuvem que me envolve carrega consigo a alegria e a paz, de que preciso, de que precisamos todos, para que pé ante pé, e dia após dia, façamos acontecer aquilo em que acreditamos. Transformar sonhos em realidades e possibilidades ou sonhos em realidade.

Afinal, uma boa dose de confiança, e algumas boas promessas nunca fizeram mal a nenhum de nós.

Fazer acontecer todos os dias é a magia da vida.

O meu sorriso confere encanto a cada novo dia da minha vida. A coragem e força alicerçam o apoio fundamental, para continuar a acreditar que nada é impossível até acontecer.

“Disseram-me que para quem sonha alto a queda é grande. Só que se esqueceram de me perguntar se eu tenho medo de cair.” (Bob Marley)

06
Jan22

Sobre o que não se entende, não há forma de perceber!


Ana Paula Marques

Foto artigo 19.jpg

Devia ser proibido um pai/mãe conhecer a morte do seu filho.

Por muito que se possa considerar ou até mesmo afirmar, que se entende esta imensa dor associada a tamanha perda, não acredito que de facto alguém a consiga sentir, a menos que tenha passado por situação semelhante.

Uma destas semanas que passou foi particularmente ingrata por ter tido conhecimento de duas situações, quase simultâneas, ainda que em circunstâncias bem distintas e geograficamente afastados os acontecimentos.

Eram, contudo, uns meninos que partiram prematuramente, 17 e 18 anos, demasiado novos para abandonar este mundo.

Uma dor gigante de certeza a que assola o coração daquelas famílias, que não tiveram oportunidade de ver os seus meninos transformar-se em mulher e homem respetivamente.

Pessoa de fé que sou, tenho, confesso, alguma (muita) dificuldade em perceber por que razão estas coisas acontecem. São apenas crianças a quem foi apontada uma vida, quem sabe até fantástica, ou não. Mas que afinal não a podem viver, foi-lhes retirada essa oportunidade. Não entendo.

Haverá uma razão para que este tipo de situação aconteça?

Não consigo perspetivar qual será o motivo por que as pessoas nascem para morrer tão cedo, sem a oportunidade de fazer um caminho, construir uma história, afinal viver uma vida, foi para isso que supostamente vieram ao mundo.

Tiveram estes meninos com certeza a oportunidade de fazer história na vida e no coração daqueles que de perto com eles conviveram, aqueles que os amaram pelas pessoas que eram, os jovens promissores que com certeza se perspetiva viessem a ser. Família e amigos estão agora de luto pela perda.

Mas não mandamos nada nesta vida, nem na nossa nem na dos nossos filhos, ainda assim nos consideramos superes. Nada podemos fazer nestes momentos, aliás, podemos aceitar, é a única coisa que se pode pedir a um pai ou uma mãe que perde o seu/sua filho/a em tão tenra idade.

Afinal o poder que julgamos ter sobre as nossas vidas traduz-se nestas alturas em resignação, em impotência e em completa incapacidade de fazer o que quer que seja.

Uma palavra de conforto para quem algum dia já passou por este tormento, eu diria quase que deve ser uma morte em vida, nada voltará jamais a ser o que era antes de um acontecimento desta natureza.

Como ouvi alguém um dia dizer, temos que aceitar porque custa menos, afinal a despedida é um momento de tristeza, em que corações se preparam para viver uma saudade.

02
Jan22

Sobre o tema da Fé...


Ana Paula Marques

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Sempre que se fala de fé está garantida a discussão.

É um tema sobre o qual habitualmente não gosto de conversar, nem entre amigos nem socialmente, justamente porque considero que a fé é um assunto de foro íntimo e por isso não se contesta. Pelo que, não se esgrimem argumentos sobre algo que não se explica, não se comprova, apenas se sente.

À semelhança do amor, a fé é um desígnio não científico tem a ver com o que somos e com o entendimento que possuímos da vida e da existência humana. Falamos de sentimentos, emoções e formas de viver e sentir a vida, que não se explicam, experimentam-se (ou não).

Bem sabemos que nem tudo na vida pode ser explicado de forma matemática, científica ou mesmo racional. O que importa aqui é que se reitere o respeito que é necessário existir entre as pessoas, afinal somos todos seres capacitados de competências físicas e psíquicas, e não é razoável estar a fazer sequer juízos de valor.

Respeito, é sem dúvida a palavra de ordem, neste e em qualquer tema, o respeito pelo outro deve ser a primeira condicionante nos relacionamentos humanos.

Porque a Fé pode ser de variadas índoles, há a principal, ou aquela em que todos pensam quando se fala de Fé, que é fé religiosa e à conta da qual ainda se fazem e produziram na história da humanidade, as maiores atrocidades a pessoas inocentes, que não tem qualquer culpa da maldade alheia, e que acabam por ser as maiores vítimas de energúmenos que usam a Fé como recurso para justificar a sua malvadez e crueldade.

Se pensarmos no significado da palavra a Fé percebemos que tem associada a si a segurança, crença, confiança, afinal falamos de um sentimento de absoluto credo em algo ou alguém, sem ser necessário nenhum tipo de evidência que testemunhe a sua veracidade.

Diz-nos a Wikipédia que a (do Latim fide) é a adesão de forma incondicional a uma hipótese que a pessoa passa a considerar como sendo uma verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que se deposita nesta ideia ou fonte de transmissão.

Em suma, ter fé é acreditar absolutamente em algo ou alguém, sem ter na sua posse nenhuma prova de que seja verdadeiro ou real o objeto da sua crença. Resulta do termo que vem do grego pi.stis, traduzido por confiança ou firme convencimento.

As melhores e mais belas coisas do mundo não podem ser vistas ou tocadas. Elas devem ser sentidas com o coração. (Helen Keller)

Ter Fé em meu entendimento é justamente Acreditar, e ver o universo em volta com os olhos do coração, aqueles que não percebem a maldade em volta e apenas acreditam que todos são puros de coração.

Poderemos acreditar, e ter Fé de que afinal podemos fazer e ser diferentes? Será que temos que provar isto cientificamente? Ou será que não existe porque não é matematicamente explicável, esta coisa de se ter Fé na humanidade, e no seu bom rumo?

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