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Pensamentos.ao.vento

Assumo sem qualquer tipo de pudor o gosto imenso que tenho pela escrita, e pelo ato de escrever palavra após palavra... na construção de momentos de reflexão e procurando embelezar os nossos dias!

Pensamentos.ao.vento

Assumo sem qualquer tipo de pudor o gosto imenso que tenho pela escrita, e pelo ato de escrever palavra após palavra... na construção de momentos de reflexão e procurando embelezar os nossos dias!

31
Jan21

Na mochila que carrego... guardo apenas o que é essencial!


Ana Paula Marques

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Hoje quero e não consigo, há dias assim.

Gostava de escrever bonito sobre o que me vai cá dentro, mas os dedos teimam em não obedecer ao que lhes peço. Parecem ter vontade própria e redigem no teclado o que muito bem entendam e não o que sinto.

O cérebro não consegue comandar a vontade própria das mãos, que preguiçosamente insistem em não deitar ao mundo as emoções e sentimentos que por aqui habitam, e querem sair para se mostrar, não por serem melhores ou piores do que quaisquer outros, mas apenas porque querem sair, e eu permito.

A escrita descreve em regra o que pensamos ou sentimos em relação a um qualquer acontecimento, situação ou mesmo pessoa, e é tão bonito ler o que está escrito e entender o coração de quem o redigiu.

Quero que saia apenas o que de bom e bonito cá está dentro, porque as tristezas, agruras ou coisas menos boas, só existem se lhes dermos dimensão, e eu não lhes quero dar valor, quero alimentar e fortalecer tudo o que de melhor existe mim, nada mais do que isso.

Quero guardar na mochila que carrego, apenas o que é essencial, e como dizia o Principezinho o que é essencial é invisível aos olhos e por isso quero muito que a minha mochila siga quase vazia, e digo quase, porque é inevitável ter algumas dificuldades que sempre nos perseguem e nos dificultam a caminhada que fazemos, são as pedras que pesam na nossa mochila.

Se percebermos a afinidade entre o peso dos problemas que suportamos todos os dias nos ombros, e o de uma mochila que se coloca às costas quando realizamos uma caminhada, percebemos mais facilmente que a caminhada será tão mais difícil quanto maior for o peso da nossa mochila.

Ou seja, é da nossa responsabilidade escolher o que guardamos na mochila, e o peso do que lá se coloca. Falamos sempre de opções e de escolhas.

No entanto nenhuma pessoa está sozinha, será sempre ela e as suas circunstâncias, aquelas que moldam e dificultam ou facilitam as escolhas, ninguém é completamente livre nem pode considerar-se super, teremos sempre as nossas fraquezas, dúvidas e medos.

E não tem qualquer mal, afinal não somos perfeitos, e ter essa noção da nossa imperfeição e fragilidade pode ser um motor de maior força, para nos guiar no caminho, sabendo que é a errar que se aprende, mas que não deveremos persistir nos erros, porque nesta circunstância, se errar é humano, persistir no erro não é.

Mas acredita que da próxima vez será diferente, fica o registo e anotamos que a tranquilidade na reação é sempre uma boa aliada que permite pensar melhor antes de agir.

Importante mesmo, é não persistir no que sabemos que não correu bem. Cabeça erguida e olhar em frente, seguir sem receios, com medos e dúvidas, mas com a certeza de que o caminho se faz de todas estas etapas, missões, aprendizagens, erros e vitórias.

“A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro.”

John Lennon

18
Jan21

Aos iluminados que defendem que afinal COVID não é nada de grave


Ana Paula Marques

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Hoje falo dos iluminados deste mundo, que continuam estupidamente a espalhar a ideia de que afinal, nada se passa, e todos temos o direito à indignação, o que é isso do confinanamento? A que propósito? Que disparate...

A esses que dizem que o COVID não é nada mais do que uma simples gripe, não veem eles as mesmas notícias que nós, não estão eles no mesmo mundo, ou preferem estupidamente apregoar uma realidade que não existe e que não faz sentido nenhum?

Afinal o que têm a dizer ao número de mortos e de novos casos que continua assustadoramente a crescer? O que dizem sobre isso as mentes iluminadas que se sentem minadas na sua privacidade por não poderem fazer refeições fora, ou jantares de amigos, e em sinal de protesto o fazem e se consideram no altissimo direito de o fazer! Uauu que poderosos, na ignorância e na falta vergonha.

Tamanha inconsciência e imensa ignorância que infelizmente parece apontar quase para uma inconsciencia social, que se acha no direito de ter opinião sobre um tema que vergonhosamente desconhece.

O meu desejo? Que um breve laívo de consciência e alguma inteligência vos suspenda tamanha estupidez, e de preferência também as vossas manifestações da mesma.

Porque não há boa vontade política, nem capacidade de resistência médica e de apoio a quem está na linha da frente, quando a ignorância de quem nada sabe, mas muito se considera, continua a matar os inconcientes que não tem a capacidade de se defender e que permitem que os iluminados da ignorância continuem a dizer o que está certo ou errado, e o que se pode ou não fazer.

Afinal os números falam por si, e estamos infelizmente no primeiro lugar, alguém transmite por favor essa informação a quem continua a afirmar que deviamos estar todos a fazer a nossa vida normal, porque isto não é nada de grave!

Tristeza pela sociedade pseudo informada que temos, mas que não se sabe defender dos brilhantes iluminados que proliferam entre nós.

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