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Pensamentos.ao.vento

Assumo sem qualquer tipo de pudor o gosto imenso que tenho pela escrita, e pelo ato de escrever palavra após palavra... na construção de momentos de reflexão e procurando embelezar os nossos dias!

Pensamentos.ao.vento

Assumo sem qualquer tipo de pudor o gosto imenso que tenho pela escrita, e pelo ato de escrever palavra após palavra... na construção de momentos de reflexão e procurando embelezar os nossos dias!

11
Ago20

Férias... momentos de relaxe.


Ana Paula Marques

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O deambular do passeio pela areia da praia, à beira mar, sentindo o borbulhar das ondas que rebentam a escassos centímetros dos meus pés, transporta-me para um longínquo momento de nostalgia em que a vida ainda se projetava sem um fim à vista e repleta de muitos planos.

No entanto e num escasso e arrepiado momento, a vida galopou fortemente sem que eu tivesse percebido. E dou por mim a pensar que de repente uma imensa vida aconteceu, e os dias sucederam-se uns após outros transformando a juventude em idade adulta, e o sonho em responsabilidade, mas também em realidade.

No entanto, teimo em continuar a sorrir, porque como li algures, os dias só valerão a pena se nos permitirem sorrir, e dou por mim neste tempo de férias a pensar, como será a minha vida daqui a dez anos…

Com toda a certeza com mais paladar, com mais sabedoria e muitas experiências que me ajudam a crescer e a querer continuar a fazer a diferença na vida de quem se cruza comigo nos percursos desta existência.

E continuo a gostar de sorrir para a vida, para os que refilam com o trânsito e até para os mal-educados que teimam em estar eternamente de mal com a vida, sempre descontentes e com imenso que dizer de tudo e de todos que os rodeiam, nada está bem e os outros nunca os compreendem.

O mar e apenas alguns dias de descanso ajudam-me a libertar a alma, a respirar fundo e a recomeçar tudo de novo como se fosse a primeira vez, inocente e inconsequentemente.

Sempre que estamos de férias ficamos mais descontraídos e os dias correm suaves ao ritmo da brisa do mar que embala as ondas, onde entregamos o nosso cansaço de um ano de trabalho e nos revigoramos para o próximo que se aproxima. Na esperança de que seja melhor do que o que agora deixamos para trás.

Os miúdos brincam, os crescidos estão mais descontraídos e tudo desliza no tempo com uma doçura que apenas as férias permitem, enfim são dias de relaxe e de muita brincadeira, leituras, jogos e muita conversa.

O período de férias é também um momento de partilha entre familiares ou mesmo entre amigos. São momentos à volta da mesa numa amena refeição de férias, onde a comida se tempera com uma doce conversa de tempos passados, que todos viveram e de que guardam grandes recordações.

Li algures que quem vive bem a vida é duplamente abençoado, porque a vive por duas vezes, no momento presente e mais tarde, quando já bem velhinho recorda as suas vivências passadas.

Eu tenho por vezes memórias de episódios vividos no passado, que de tão longínquos que se encontram do que agora vivo, me parecem ter acontecido numa outra vida, tão longe que estão deste tempo em que agora me encontro.

Afinal e como diria Buda:

Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com os nossos pensamentos. Com os nossos pensamentos fazemos o nosso mundo.

 

BOAS FÉRIAS!!!

05
Ago20

Em busca da luz... não a nossa, mas a dos outros!


Ana Paula Marques

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Nos momentos em que me perco de mim, encontro no olhar de cada pessoa que se cruza comigo na rua, a esperança na humanidade e no dia de amanhã, que nos pode trazer a sabedoria necessária para aprendermos a ser pessoas verdadeiramente melhores, e não apenas uma versão melhorada de nós mesmos.

É na generosidade dos outros que encontro o alento para seguir, e maior força para continuar a perseguir o sonho de fazer acontecer, no sorriso de quem acredita que afinal ainda podemos sonhar, e que o sonho ainda tem o mesmo valor que tinha quando éramos apenas crianças e que considerávamos ser capazes de virar o mundo como muito bem entendêssemos, bastaria para tal, que o quiséssemos fazer!

Oh, tempo distante esse em que o sonho ainda comandava a vida, e um sorriso bastava para que se percebesse que estávamos a dizer a verdade, ou nem por isso.

Este é um tempo que não sendo tão afastado como nos pode parecer, permite já a sensação de uma distância quase galática, que nos mostra estas imagens em jeito de miragem longínqua, quase perdida no infinito de uma memória muito atrasada e quase perdida.

A vida é mesmo algo de tão efémero e tão precioso que devíamos tomar melhor conta dela, valorizar cada centésimo de segundo para melhor apreciar os minutos de verdadeira e intensa felicidade que se vive junto de quem se ama. Afinal como diria Charlie Chaplin:

“Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito curta, para ser insignificante”.

Absolutamente de acordo, a vida é demasiado curta para que a deixemos passar por nós sem fazer acontecer, e para isso precisamos de estar despertos e sobretudo de acreditar em nós e nos outros, temos que ser nós a mudança que gostaríamos de ver no mundo, se começarmos, rapidamente percebemos que esta postura pode ter um efeito contagiante.

A nossa postura, o nosso sorriso e a nossa retidão deverão ser as nossas defesas, no ataque deveremos sempre ter por perto a generosidade, a resiliência e a vontade de fazer melhor, ser mais sem menosprezar ninguém, crescer sem prejudicar o outro, e viver por mim sem preocupação de ser mais ou menos do que ninguém.

A luz do outro nunca me poderá ofuscar, porque cada um dos outros tem a sua luz muito própria e intensa, que se permitirá brilhar, assim nós consigamos deixar que ela se ilumine, cresça  e resplandeça para que todos a possamos apreciar, deixando-nos deleitar com a luz de cada um dos seres com quem partilhamos as nossas vidas, em casa, no trabalho, com os amigos.

Alguém me dizia um dia, que o povo holandês tem uma filosofia de vida muito interessante que é: vive e deixa viver, e assim serás feliz. Ou seja, cada um no seu espaço e vida, em partilha, mas sem apertos nem atropelos, há de tudo para todos assim queiramos. Somos nós quem destrói ou mata, pelo que também deveremos ser nós a construir e a viver, promovendo também a feliz vivência dos outros.

Acredito que no dia em que todos consigamos perceber que não somos felizes com a desgraça dos outros, nem que precisamos de ter mais do que os outros para sermos mais felizes, nesse dia, se porventura a raça humana conseguir esse feito, então poderemos ser todos como os holandeses, vivendo felizes e permitindo que os outros também o façam.

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