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Pensamentos.ao.vento

Assumo sem qualquer tipo de pudor o gosto imenso que tenho pela escrita, e pelo ato de escrever palavra após palavra... na construção de momentos de reflexão e procurando embelezar os nossos dias!

Pensamentos.ao.vento

Assumo sem qualquer tipo de pudor o gosto imenso que tenho pela escrita, e pelo ato de escrever palavra após palavra... na construção de momentos de reflexão e procurando embelezar os nossos dias!

25
Fev19

Todas as coisas que dizes - Afinal não são verdade. 


Ana Paula Marques

Mas, se nos fazem felizes - Isso é a felicidade. (Fernando Pessoa)

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A magia da vida reserva-nos esta possibilidade infinita de sermos hoje mais felizes do que ontem. Reside em nós essa capacidade e a vontade de o fazer acontecer.

A cada dia vivido percebo melhor que a felicidade se faz de breves momentos. O segredo reside em saber valorizar esses retalhos de contentamento com que somos presenteados ao longo da nossa vida. O primeiro amor, o primeiro beijo, uma conquista difícil de alcançar, uma simples ação de outra pessoa que nos fez sorrir. Ou apenas um gesto ingénuo e doce de uma criança que cruza o nosso caminho.

O nascimento de um filho, as suas primeiras conquistas, e as seguintes, o simples facto de poder acompanhar a evolução e o crescimento de um ser que faz parte de nós, já seria para mim motivo ultra suficiente para me sentir feliz!

Importa no entanto perceber que não devemos viver para agradar os outros, devemos viver para ser felizes.

A riqueza de uma existência plena não se compadece com olhares indiscretos ou comentários perversos dos outros sobre o que para nós é a felicidade.

É certo que nem sempre o conseguimos fazer, existem ao longo do nosso caminho, os eternos empecilhos que insistem em atrasar a nossa felicidade, e por vezes até nós próprios nos distraímos com aspetos que não tem qualquer importância.

Diz quem sabe que ficamos sábios tarde demais, entenda-se, na medida em que vamos envelhecendo a idade ensina-nos que ficar sábio é perceber a diferença entre o que é verdadeiramente importante e o que é acessório na nossa vida.

Ficar sábio é entender quem verdadeiramente nos acompanha ao longo do caminho, nas dificuldades e nos bons momentos, e quem está ao nosso lado, ou aparece quando lhe é conveniente por esta ou aquela razão.

A vida ensina a perceber o que realmente é importante para nós, ou quem acrescenta valor à nossa existência e consequentemente nos faz mais feliz, no fundo devemos apagar da nossa vida o que não importa e perpetuar o que nos faz felizes.

Com o passar do tempo percebemos melhor a beleza dos bons momentos, o encanto de um sorriso, a magia de um primeiro beijo, as palavras dos enamorados que são ditas no silêncio de olhares que se trocam, e que misteriosamente carregam consigo toda a intensidade de um grande amor.

Estes instantes que podem ser curtos, quando são verdadeiros e intensos, iluminam-nos interiormente como se fossem autênticos holofotes.

A felicidade não tem uma fórmula ou receita, porque afinal o que nos permite ser felizes ou não são as escolhas que vamos fazendo, é o que se apanha e/ou abandona ao longo do nosso percurso de vida.

Como diria um amigo, que a felicidade puxe uma cadeira e se sente ao nosso lado, para sempre!

 

12
Fev19

A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família. (Leon Tolstoi)


Ana Paula Marques

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A alegria de ter uma família é a maior riqueza que um ser humano pode possuir.

 

É verdade que nem todas as famílias o são verdadeiramente. Mas não é nessas que penso quando partilho convosco esta emoção de ser família.

A família verdadeira é aquela que é o nosso refúgio, e onde estão aqueles que verdadeiramente nos amam e conhecem, que nos compreendem como mais ninguém neste universo.

É um facto que existem exceções, mas ser família é sinónimo de viver alegrias e tristezas em conjunto, é dizer e fazer disparates em grupo, ou até mesmo ter as mais calorosas conversas sempre que o tema for polémico.

Sim, porque ser família não significa que todos estejam sempre de acordo, ser família é estar presente quando é preciso, e saber dar espaço ao outro sempre que necessário, afinal permitir-nos ser genuínos na medida e nas condições que para nós forem essenciais.

É mágico o pensamento que nos consola por sabermos que temos quem nos ouça e nos compreenda, independentemente de termos razão ou não, mais do que isso saber que temos quem nos ama verdadeiramente.

É sem qualquer dúvida um imenso conforto saber que existe um refúgio onde podemos regressar sempre que a vida nos trate menos bem, ou ainda, quando estivermos imensamente felizes e queiramos partilhar com eles essa felicidade.

O ninho quente dos afetos que procurei construir para os meus filhos e que sinto que a minha família é, permite-nos que onde quer que estejamos, saibamos que temos um ombro amigo que nos apoia sempre, e um abraço muito doce e apertado que nos alenta, fazendo de nós uma fortaleza inatacável pelo universo.

Em família tudo se passa, desde os bons momentos de companheirismo e partilha, passando pelo desassossego das opiniões e posições diferentes, até aos gostos distintos que naturalmente cada um tem…

Para além da paciência imensa e incondicional, que (apesar de poder parecer nem sempre estar presente) acabamos por oferecer àqueles que verdadeiramente amamos.

Afinal família é todo este composto de vivências, de emoções e sentimentos que fomentam vidas bonitas e pessoas mais felizes.

Família é amor, é o núcleo duro e impenetrável da nossa vida onde apenas entram aqueles que acrescentam mais valor à nossa existência, porque acredito que família não é apenas o mesmo sangue que nos corre nas veias.

Família pode ser qualquer pessoa que amamos e que nos ama, permitindo a criação do laço de afeição, que subsiste inevitavelmente como um importante alicerce de apoio, aquele sublime sentimento a que chamamos Amor.

Todo o tempo que passamos junto dos nossos, sejam de sangue ou de coração, deve ser apreciado e saboreado ao máximo, eu diria mesmo ao limite. É o amor que se encontra na família que faz de nós seres melhores, mais preparados para os desafios da vida, e sobretudo mais felizes.

Ser família significa ocupar juntos o mesmo coração.

 

05
Fev19

“Não existe opinião pública, existe opinião publicada.” - Sir Winston Churchill


Ana Paula Marques

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Atualmente ler os jornais, ou ver e ouvir os canais informativos é sinónimo de navegar por um mar de informação, nomeadamente notícias de última hora onde quase tudo o que se lê acabou de acontecer, ou tem poucas horas de sucedido.

A pergunta que se coloca é: Na leitura de tantas notícias, conseguimos ancorar desta navegação que fazemos, para perceber se a informação disponibilizada é apenas e só informação? Ou esta aparece-nos associada a opiniões e comentários que poderão ser tendenciosos e condicionar a análise de quem recebe a informação?

Se é verdade que uma ocorrência que se relata é única, também é verdade que a mesma pode ter variadíssimas interpretações, e a forma como esta se descreve pode por si só ser um composto de interpretações e análises, que se dispensam, já que esse é o trabalho de quem lê, vê ou ouve a notícia, não de quem a apresenta.

E esta é a grande questão que se coloca: O que nos é exposto é a descrição do que aconteceu, ou é apenas uma interpretação do mesmo? Aqui reside o dilema, podem existir situações em que é fácil perceber se estamos perante um relato simples e claro de uma determinada questão, mas outras haverá em que se torna mais complicado perceber.

Pode ser preocupante a dúvida e pertinente a apreensão sobre a existência de informação tendenciosa. Podemos estar por exemplo em presença de órgãos de comunicação com tendências manipuladoras, ou mesmo sensacionalistas que procuram apenas atingir objetivos que se traduzem em lucros.

Ainda mais grave se torna se estes meios de comunicação forem considerados influenciadores ou de referência para quem os lê, vê ou ouve, porque neste caso estamos em face de uma dupla manipulação da notícia por um lado, e de quem lê ou vê essa notícia por outro.

Todas estas dúvidas transportam-nos a outra questão: Será a comunicação social mesmo tendenciosa?

Acredito que sim e por uma razão muito simples de perceber. É sempre necessário muito cuidado por parte do profissional de comunicação em contar ou narrar um evento ou ocorrência, completamente alheado da mais ínfima hipótese de personalização, ou enunciação de opinião. Não será com certeza impossível e regra geral a informação é apresentada de modo transparente sem interferências opinativas ou comentários alheios ao que ocorreu.

No entanto, nem sempre é fácil. Se falarmos de questões desportivas ou religiosas, então, ainda mais difícil se torna este exercício, porque no fundo é apenas disso que se trata, muito trabalho e treino na apresentação do tema, separando conscientemente as águas entre o que se pensa sobre determinado assunto e o relato que se faz, simples e sem analogias ou comentários desnecessários.

Para que o jornalista que escreve sobre determinada matéria consiga abstrair-se dos seus sentimentos, pensamentos e opiniões é necessário um imenso trabalho de verdadeiro profissional, que abandona a pessoa que é e passa apenas a ser o redator, jornalista da notícia sobre a qual vai escrever e ou falar.

No entanto, todos sabemos que infelizmente para o bem do jornalismo e de todos nós, nem sempre assim acontece, somos humanos e consequentemente sujeitos a falhas e erros.

Sobretudo em face do imediatismo com que as notícias são divulgadas, acredito que por muito boa vontade que possa existir, nem sempre o calor do relato no momento permite a isenção de opinião… e ficam por vezes os comentários, as meias palavras, no caso da televisão a própria expressão facial ou tom de voz atraiçoa o profissional e deixa por vezes passar o que pensa sobre o tema em questão.

A forma como a opinião pública está a ser informada deverá ser uma séria inquietação, importa perceber se quem informa deturpa a informação que apresenta, podendo estar a gerar adulterações de opiniões, porventura até análises erradas, ou comentários desapropriados ao que aconteceu.

No universo informativo, deve existir um meticuloso cuidado na apresentação da informação ao público, caso contrário poderá ao invés de se informar o público, estar apenas a apresentar a opinião do profissional sobre a notícia.

Se assim acontecer, então, estará tudo completamente invertido.

 

 

 

 

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